Netanyahu: Israel quer iniciar negociações de paz com o Líbano ‘o mais rápido possível’
Declaração do primeiro-ministro israelense acontece um dia depois de Israel realizar o maior ataque contra o Líbano desde o reinício da guerra contra o Hezbollah. Os bombardeios deixaram ao menos 254 mortos e 890 feridos, segundo o governo libanês.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (9) que deu instruções para que Israel inicie negociações de paz com o Líbano, que também incluiriam o desarmamento do Hezbollah. A informação foi divulgada pela agência Reuters.
“Tendo em vista os repetidos pedidos do Líbano para iniciar negociações diretas com Israel, instruí ontem o gabinete a iniciar negociações diretas com o Líbano o mais breve possível”, disse Netanyahu em comunicado.
“As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano.”
As declarações acontecem após Israel realizar a “maior onda de bombardeios” contra o Líbano durante a guerra contra o Hezbollah nesta quarta-feira (8).
Foram 160 mísseis disparados contra o território libanês em um intervalo de 10 minutos. O governo libanês afirmou que os bombardeios israelenses deixaram ao menos 254 mortos e 890 feridos.
O Exército israelense admitiu que atingiu áreas densamente povoadas no Líbano com seus mísseis, porém, alegou ser necessário porque membros do Hezbollah se esconderam entre os civis. A pasta disse também que emitiu ordens de evacuação para as regiões que seriam alvejadas.
Contexto: o conflito entre Israel e Hezbollah foi retomado no início de março, após o grupo terrorista (que é apoiado por Teerã) lançar ataques aéreos contra o território israelense, em retaliação a bombardeios de Israel a alvos no Irã. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária.
Inclusão do Líbano é o maior impasse do cessar-fogo
Homem observa prédio alvo de ataque israelense em Tallet El Khayat, em Beirute, no Líbano, no dia 9 de abril de 2026 — Foto: Raghed Waked/Reuters
Homem observa prédio alvo de ataque israelense em Tallet El Khayat, em Beirute, no Líbano, no dia 9 de abril de 2026 — Foto: Raghed Waked/Reuters
O ataque, que Israel disse ser “a maior onda de bombardeios” da guerra contra o Hezbollah, ocorreu horas após o início de um cessar-fogo ser anunciado pelos EUA, aliado de Israel, e pelo Irã na terça-feira (7).
Paquistão e Irã acusam Israel de ter violado o acordo com os ataques no Líbano. Segundo os países, o Líbano estava incluso no cessar-fogo.
Na contramão, Israel e os EUA defendem que o Líbano não fazia parte do acordo.
Em entrevista à PBS, a rede de TV pública dos EUA, nesta quarta, Trump disse que “eles (Líbano) não estão incluídos no acordo” de cessar-fogo. “Por causa do Hezbollah. Eles não foram incluídos no acordo também”, disse.
Já a CNN Internacional afirmou ter ouvido da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que, em uma conversa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, Trump não se opôs a que Israel seguisse atacando o Líbano.
