Argentina assina acordo sobre minerais críticos com os EUA
Em comunicado, o governo de Javier Milei afirmou que a iniciativa deve impulsionar o crescimento econômico da Argentina.
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A Argentina e os Estados Unidos assinaram nesta quarta-feira (4) um acordo sobre minerais críticos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores argentino, o objetivo é fortalecer e dar mais segurança às cadeias de suprimento.
Em comunicado, o governo de Javier Milei afirmou que a iniciativa deve impulsionar o crescimento econômico da Argentina. As exportações de mineração do país alcançaram US$ 6,04 bilhões em 2025, segundo o ministério.
O entendimento foi firmado durante uma reunião ministerial sobre minerais críticos convocada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O texto estabelece um acordo-base para fortalecer o abastecimento na mineração e no processamento desses insumos.
De acordo com o governo argentino, a iniciativa busca consolidar cadeias de valor mais sólidas e diversificadas, criar um ambiente favorável à atração de investimentos de longo prazo e responder ao aumento da demanda global e ao avanço de novas tecnologias.
O comunicado destaca que, em 2025, impulsionadas por estímulos e pelas condições estabelecidas pelo Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI), as exportações de mineração atingiram um recorde de US$ 6,037 bilhões, com crescimento interanual próximo de 30%.
Nesse contexto, minerais críticos como lítio e cobre são apontados como setores estratégicos para o aumento das exportações, geração de divisas e criação de empregos qualificados, com impacto positivo nas economias regionais.
A pasta afirmou ainda que, em um cenário de estabilidade macroeconômica e regras claras para investimentos, a mineração se consolida, ao lado da energia e da agroindústria, como um dos pilares do processo de transformação econômica do país.
A Argentina projeta elevar suas exportações totais para cerca de US$ 100 bilhões nos próximos sete anos, com participação crescente da mineração, que pode superar US$ 20 bilhões nesse período e alcançar mais de US$ 30 bilhões ao final da próxima década, segundo o comunicado.
