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Trump diz a TV que não tirará sanções do Irã em troca da entrega de urânio altamente enriquecido

Há uma semana, o líder supremo iraniano emitiu uma determinação proibindo a retirada de urânio do país. Essa é uma das principais exigências dos EUA para um acordo de paz.

Irã ameaça enriquecer urânio a 90% se houver ataque dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã não receberá alívio das sanções em troca da entrega de urânio altamente enriquecido em entrevista à PBS News nesta quarta-feira (27).

A entrega do urânio e a renúncia a seu programa de energia nuclear é a principal exigência norte-americana para assinar um acordo de paz com o regime iraniano.

Há seis dias, ao ser questionado por jornalistas sobre as negociações com Teerã para o fim da guerra e uma suposta determinação do líder supremo Motjaba Khamenei, proibindo a retirada de urânio do país, Trump afirmou:

“Nós vamos conseguir. Não precisamos disso, não queremos isso. Provavelmente vamos destruir depois que conseguirmos, mas não vamos deixar que eles fiquem com isso”.

O presidente norte-americano também falou sobre as negociações com o Irã ao abrir sua reunião de gabinete nesta quarta. Repetiu que Teerã quer o acordo, mas que ainda não há consenso e que os EUA ainda “não estão satisfeitos”.

“O Irã está decidido a fechar um acordo, mas ainda não chegamos a ele. Não acho que eles tenham outra escolha”, afirmou.

Donald Trump — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Trump disse que “dará uma chance” ao Irã e que não tem pressa nas negociações para encerrar definitivamente a guerra. Trump declarou que atingir os objetivos da missão é mais importante do que estabelecer um cronograma para sua conclusão.

“Vamos dar essa chance, não tenho pressa. Todo mundo fica dizendo: ‘Ah, as eleições de meio de mandato’. Não tenho pressa”, falou.

Em mensagem divulgada em sua conta no Telegram, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que o Irã não irá se render aos Estados Unidos, apesar da crescente pressão econômica.

Qalibaf, que também é um dos principais negociadores de Teerã, disse que as Forças Armadas do país aproveitaram o cessar-fogo da guerra para se reconstruir e que os movimentos “óbvios e ocultos” do governo Trump demonstram que Washington busca uma nova rodada de confrontos.

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