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EUA consideram suspender Espanha da Otan e rever soberania britânica nas Malvinas, diz agência

E-mail interno do Pentágono visto pela Reuters lista alternativas para punir aliados por falta de ajuda na guerra contra o Irã. Europeus saíram em defesa da Espanha, e o Reino Unido reiterou sua soberania sobre as ilhas Malvinas.

Os aliados, no entanto, se negaram a desempenhar um papel ativo no conflito, alegando que não desejavam ser arrastados para os confrontos contra Teerã.

Ainda não se sabe como os EUA poderiam buscar a suspensão da Espanha da Otan, nem se isso seria possível. O tratado fundador da aliança militar não prevê qualquer mecanismo para suspensão de membros, confirmou uma fonte da Otan à Reuters.

Ilhas Malvinas

Já sobre as ilhas Malvinas (ou Falkland), os EUA consideram formalmente que o arquipélago pertence ao Reino Unido, apesar de estar localizado na costa da Argentina. A reversão dessa posição pelos EUA seria excepcional entre os aliados históricos.

Em resposta, o governo britânico reiterou nesta sexta-feira sua soberania sobre as Malvinas. (Leia mais abaixo)

O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, afirmou em coletiva nesta sexta que os EUA “merecem aliados que sejam leais” e voltou a criticar os europeus pela falta de ajuda no conflito contra o Irã.

“Não estamos contando com a Europa, mas eles precisam mais do Estreito de Ormuz do que a gente. (…) Eles precisam parar de falar tanto e fazer reuniões chiques, e começar a agir mais”, afirmou Hegseth.

Europeus saem em defesa da Espanha

Diversos europeus saíram em defesa da Espanha nesta sexta. O governo da Alemanha afirmou que questionar a participação espanhola na Otan está fora de questão.

A primeira-ministra da Itália, Georgia Meloni, afirmou que a Otan precisa continuar unida para ser forte.

Questionado sobre a informação da Reuters, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, afirmou que não especulará em cima de e-mails internos e que vai considerar apenas documentos ou declarações oficiais vindas do governo dos EUA.

Reino Unido reitera soberania sobre ilhas Malvinas

Trump ao lado do premiê britânico Keir Starmer — Foto: Reuters

Um porta-voz do gabinete do premiê britânico Keir Starmer afirmou que o Reino Unido é soberano sobre as ilhas Malvinas.

“Não poderíamos ser mais claros sobre a posição do Reino Unido em relação às Ilhas Malvinas. Ela é de longa data e não mudou. A soberania pertence ao Reino Unido e o direito à autodeterminação das ilhas é primordial. Essa tem sido nossa posição consistente e continuará sendo”, afirmou o porta-voz a jornalistas.

O representante de Starmer disse ainda que o Reino Unido expressou essa posição “de forma clara e consistente a sucessivos governos dos EUA”.

Questionado se Starmer via isso como uma tentativa dos EUA de pressioná-lo a entrar na guerra contra o Irã, seu porta-voz disse: “Ele já falou sobre isso e também afirmou que essa pressão não o afeta, e que sempre agirá no interesse nacional — e isso continuará sendo o caso.”

Contexto: Reino Unido e Argentina travaram uma breve guerra em 1982 pelas ilhas, após uma tentativa fracassada da Argentina de tomá-las. Cerca de 650 militares argentinos e 255 britânicos morreram antes da rendição argentina.

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