MARANHÃO

Reflorestamento barra acesso ilegal nos Lençóis Maranhenses

Iniciativa de restauração florestal no entorno do parque busca preservar, fortalecer e garantir proteção da biodiversidade de um dos maiores patrimônios naturais do mundo

Muito além das paisagens de dunas e lagoas que projetaram os Lençóis Maranhenses para o mundo, o maior parque nacional do Maranhão passa a ser palco de uma iniciativa que une preservação ambiental, educação e participação comunitária. Em uma área estratégica do entorno da unidade de conservação, ações de restauração florestal buscam conter a degradação, recuperar a vegetação nativa de restinga e impedir acessos irregulares que ameaçam um dos patrimônios naturais mais valiosos do planeta.

A recomposição vegetal funciona como uma barreira ecológica: fortalece o solo, reduz processos erosivos e cria uma proteção natural contra a abertura de trilhas clandestinas.

O trabalho integra o projeto “Na Rota do Tamanduaí”, desenvolvido pelo Instituto Tamanduá em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e com patrocínio da Fundação Grupo Boticário, reunindo ainda voluntários, instituições de ensino, organizações comunitárias e representantes do poder público local. A equipe de O Imparcial acompanhou toda a ação de reflorestamento na área  degradada.

Patrimônio Natural da Humanidade que precisa ser preservado

Com cerca de 155 mil hectares, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses está inserido em uma zona de transição entre os biomas Cerrado, Caatinga e Amazônia, abrigando áreas de restinga, campos de dunas livres, manguezais e costa oceânica. O cenário singular, formado por dunas de areia branca e lagoas de águas pluviais, tornou-se símbolo do ecoturismo brasileiro. Agora, com o reconhecimento como Patrimônio Natural da Humanidade, a atenção à proteção de seus recursos naturais e da biodiversidade se intensifica.

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