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Agiotagem: colombianos e venezuelanos são alvo de operação no PI; grupo cobrava juros de mais de 30%

Os clientes eram vítimas de métodos de cobrança violentos, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Ao todo, a polícia procura prender 15 pessoas.

Um grupo suspeito de agiotagem e lavagem de dinheiro é alvo da Operação Macondo, realizada nesta terça-feira (11) pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí. De acordo com a pasta, os investigados são, em sua maioria, da Colômbia e da Venezuela e ofereciam empréstimos informais com juros que ultrapassavam 30% ao mês.

A polícia procura prender 15 pessoas e cumprir 18 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos em Teresina, Parnaíba, Oeiras, Barras, Picos e Água Branca. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 5 milhões nas contas dos investigados.

Segundo a SSP, os clientes eram pequenos comerciantes, vendedores ambulantes e trabalhadores autônomos, que deviam ainda fazer pagamentos diários ou semanais.

Os empréstimos começavam a partir de R$ 200 e eram pagos diariamente de forma fragmentada, como explica o delegado Roni Silveira, coordenador da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp).

“O valor era aquele que o cliente quisesse pegar. O indivíduo calculava que, em um prazo de 20 dias, ele distribuía 1% ao dia; portanto, 20% em 20 dias. Eram pequenas frações pagas por dia”, afirmou o delegado.

Os suspeitos faziam as cobranças de forma violenta, recorrendo a ameaças armadas, destruição de mercadorias, perseguição e intimidação psicológica, inclusive contra parentes.

Eles ofereciam [os serviços] por meio de cartazes, afixados principalmente na região central de Teresina, que apresentavam disponibilidade de crédito fácil. A gente também monitorou a presença deles em shoppings populares e nas zonas comerciais das cidades”, disse o delegado Yan Brayner, diretor de inteligência da Polícia Civil do Piauí.

Ainda de acordo com a secretaria, houve casos em que clientes desapareceram ou tiraram a própria vida. Cinco suspeitos são apontados como responsáveis pelo suicídio de um cliente que não conseguiu cumprir as exigências do grupo na capital.

A ação foi coordenada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI) e contou com apoio operacional da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp).

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