Youssef nega em petição ter enviado dinheiro a Cunha

O doleiro Alberto Youssef protocolou por meio de seus advogados nesta terça-feira (13) na Justiça Federal do Paraná uma petição na qual nega ter sido mandante de entrega de dinheiro ao deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao senador eleito e ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia (PSDB-MG).

No último dia 18 de novembro, em depoimento a investigadores da Operação Lava Jato, que apura desvio de dinheiro da Petrobras, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, que responde a ação penal na condição de réu, afirmou que, entre outros destinatários, entregou dinheiro aos dois parlamentares a mando de Youssef, apontado como chefe do esquema. Eduardo Cunha e Antonio Anastasia sempre negaram ter recebido dinheiro ou ter qualquer relação com o doleiro.

Na petição protocolada nesta terça, os advogados de Youssef afirmam que ele “rechaça a alusão ao seu nome, como pretenso mandante de qualquer entrega a Anastasia, negando terminantemente a inverídica notícia propalada na imprensa. O mesmo se diga em relação a Eduardo Cunha, com quem Alberto Youssef igualmente nunca teve qualquer relação”.
De acordo com o texto da petição, o objetivo de “vazamentos e divulgações mentirosas” é prejudicar Youssef e sua família e “tumultuar o processo ou mesmo criar fatos que possam beneficiar terceiros”.

A TV Globo teve acesso ao conteúdo do depoimento de Jayme Oliveira Filho, no qual ele relata ter entregue R$ 1 milhão a Antonio Anastasia e outra quantia não especificada em uma casa em um condomínio no Rio de Janeiro que, segundo Oliveira Filho, Youssef teria dito que pertenceria a Eduardo Cunha – em janeiro, Oliveira Filho fez uma retificação do depoimento, dizendo não poder afirmar que a casa era a de Cunha.

Nesta terça, o deputado Eduardo Cunha disse que a manifestação de Youssef desmoralizou a “alopragem” cujo objetivo, segundo afirmou, foi criar um constrangimento para a candidatura dele à presidência da Câmara.

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, apontou uma “farsa” contra o ex-governador e senador eleito Anastasia e classificou que o episódio foi uma “estratégia de quem tenta minar a credibilidade das investigações” da Operação Lava Jato.

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