Rejane Dias assumirá secretaria e pede “sensatez” a deputados estaduais

A deputada federal eleita Rejane Dias (PT) admitiu hoje (26) que poderá assumir pasta no governo Wellington Dias (PT). Segundo a deputada, este é um momento de dificuldade financeira no Estado e a nova administração necessitará de esforço concentrado para devolver ao Estado a possibilidade de estabelecer convênios com o governo federal.

“Se dependesse da minha vontade eu iria para Brasília como desejo. Claro que no momento de grande dificuldade que estamos vivenciando, momento delicado com relação as finanças que a gente não tem a certeza dessa profundidade dessa crise que o governo irá enfrentar, acho que é o momento de união de todos na melhora do Estado. Eu me coloco como soldado do Piauí e do governo que ajudamos a eleger. Tem secretarias que estamos vivendo o verdadeiro caos. É o momento de construção e vai ter um esforço coletivo, inclusive dos meus colegas da Assembleia entenderem o momento que estamos vivendo”, declarou em entrevista ao Jornal do Piauí.

Ainda por conta dessas dificuldades, o governo fará cortes, segundo Rejane, de cargos comissionados e pessoal terceirizado. As medidas duras serão tomadas para que o Estado consiga reverter o alto índice de gastos com pessoal e o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Rejane comentou ainda as críticas em torno da visita e das solicitações do governador eleito aos deputados acerca do rateio do Orçamento. A deputada reconhece que os pleitos do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública, do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado em reajustar os percentuais a serem repassados em 2015 são legítimos. Porém, há que se considerar as condições financeiras do Estado.

“O que nós queremos é que prevaleça o bom senso. Tudo que foi exposto é legítimo. Compreendemos que é necessário ampliar o número de comarcas, fazer concurso para juízes, defensores, promotores nas comarcas. Claro que temos a consciência de que é necessário. Agora, por outro lado, o Executivo é muito mais demandado. Hoje estamos vivendo uma situação extremamente preocupante com relação as finanças. Estamos com o limite prudencial estourado. Vai ter contenção de despesas para poder voltar o limite prudencial sob pena do Estado não conseguir conveniar com a união. Imagine um Estado dependente de recursos do governo federal sem poder conveniar. É o cobertor muito curto para demandas cada vez mais crescentes”, explicou.

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