Zé Filho adia coletiva que falaria sobre situação financeira do Estado

O governador Zé Filho (PMDB) adiou a entrevista coletiva que daria nesta quarta-feira(19) sobre a situação financeira do Estado. O governador alegou que vai esperar o governador eleito, Wellington Dias (PT), se manifestar para depois se pronunciar. Ele alega que assim terá “oportunidade de esclarecer novas e eventuais dúvidas que possam surgir”.

O governador Zé Filho (PMDB) ao tomar conhecimento, hoje (18), através de sua assessoria, que o governador eleito, Wellington Dias, concederá entrevista coletiva na próxima sexta-feira (21), quando o mesmo deverá tratar de questões ligadas à atual situação do Governo do Estado, já apoiado em relatórios obtidos pela sua comissão de transição, decidiu adiar a sua entrevista coletiva, marcada para esta quarta-feira, às 13h. A nova data para o encontro com a imprensa será marcada na próxima segunda-feira (24).

O governador Zé Filho prefere esperar a manifestação de Wellington Dias para, em seguida, se pronunciar, já tendo a oportunidade de esclarecer novas e eventuais dúvidas que possam surgir.

Ao tempo em que informa esse adiamento o governador ratifica ao servidor público que qualquer especulação sobre atraso de salário e não pagamento de décimo terceiro não deve ser considerada.

O Governo do Estado afirma que os pagamentos estão assegurados, apesar da visível e histórica dificuldade financeira que o Piauí enfrenta.

O governador Zé Filho (PMDB) convocou uma coletiva para falar sobre a situação financeira e administrativa do Estado. A entrevista será concedida na quarta-feira (19), às 13h, no Palácio de Karnak. A informação foi confirmada pela Coordenadoria de Comunicação Social (CCom).

Antes da coletiva, Zé Filho comanda uma reunião com o seu secretariado. O objetivo é discutir as informações atualizadas de cada pasta do Governo do Estado. Os titulares das principais secretarias também participarão da entrevista.

Em delicada situação financeira, o Governo do Estado tem enfrentado problemas para se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal. No fim de outubro, Zé Filho baixou um decreto determinando a redução de gastos com a locação de veículos, despesas com diárias, passagens aéreas, telefones e mão de obra.

Na semana passada, Zé Filho baixou um novo decreto, desta vez determinando a exoneração de 15% dos servidores comissionados do Governo do Estado.

No último sábado (15), o senador Wellington Dias (PT), que substituirá Zé Filho no governo, reuniu sua equipe de transição e exigiu um diagnóstico detalhado sobre a situação da administração estadual. O petista já deixou claro que está receoso sobre a capacidade de investimento do Estado e até já levantou a hipótese de ser obrigado a fazer um corte de R$ 100 milhões na folha de pagamento a partir de 1º de janeiro.

Vice-governadora eleita, a deputada estadual Margarete Coelho (PP) também não esconde a preocupação com as finanças do Estado. A progressista teme que os problemas comprometam o governo que se instalará a partir de janeiro. Entre outras críticas, ela condenou uma possível antecipação de receita para efetuar o pagamento da folha salarial de dezembro.

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