DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil em atenção para o que virá na semana que vem

A Politica Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em positivo e no Brasil atenção para a melhora nas bolsas ontem, e o que virá hoje. Mercado atento ao que virá na semana que vem sobre a questão de energia.

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Bolsas internacionais amanhecem positivas (EUA +1,2% e Europa +1,5%) devolvendo parte das perdas registradas na semana, que colocaram o S&P 500 perto do território de bear market, e impulsionadas pelo corte na taxa de juros para empréstimos na China. Nos EUA, ontem a Ross reportou resultados aquém do esperado e as ações despencaram -25% no pós-mercado. Os resultados e projeções futuras da companhia reforçaram a mensagem passada pelos balanços do Walmart e Target mais cedo nesta semana, de queda no consumo americano à medida que a inflação deteriora o poder de compra dos consumidores. Na China, ambos os índices CSI 300 (+2,0%) e Hang Seng (+3,0%) encerraram em alta após corte na taxa de juros de referência para empréstimos de longo prazo (LPR) DE 4,6% para 4,45%. O movimento vem para dar suporte à economia chinesa que, por sua vez, passa por forte desaceleração devido às restrições para conter os casos da Covid-19, e estimular a demanda imobiliária no país.

Dados econômicos na Europa

No cenário internacional, a inflação ao produtor da Alemanha atingiu 33,5% no acumulado em 12 meses até abril, superando a taxa de 30,9% registrada em março. Os resultados vieram consideravelmente acima das projeções de analistas do mercado. Mais uma vez, os preços de energia foram os grandes vilões da leitura da inflação. Pelo lado positivo, as vendas no varejo do Reino Unido cresceram 1,4% em abril ante março, resultado muito superior às estimativas, que apontavam para ligeira queda no período.

Banco central Chinês

O banco central da China anunciou a redução de sua taxa de juros de referência para empréstimos de longo prazo. A chamada LPR (Loan Prime Rate) de cinco anos ou mais recuou de 4,60% para 4,45%, seu maior corte desde 2019. O mercado antecipava uma redução mais modesta, para 4,55%. Há expectativa de novas medidas monetárias e fiscais para estimular a economia chinesa em 2022.    

IBOVESPA +0,7% | 107.005 Pontos.    CÂMBIO -1,3% | 4,92/USD

Destaque do dia

Mercados amanhecem em alta, porém ainda observam atentamente os riscos inflacionários e os temores de recessão. Os mercados globais estiveram sob pressão esta semana já que os últimos números trimestrais de grandes varejistas como Walmart e Target levantam preocupações sobre uma base de consumidores enfraquecida e a capacidade das empresas de lidar com a inflação de décadas. Ontem, a gigante varejista Ross reportou seus resultados, confirmando a tendência de que a inflação vem sendo a grande vilã do consumo nos EUA. Em dia de agenda internacional e nacional esvaziadas, destaque para o encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e Elon Musk, que ocorrerá no interior de São Paulo, para tratar sobre conectividade e proteção da Amazônia.

Brasil

A bolsa brasileira apagou parte das perdas da véspera e fechou em alta nesta quinta-feira (19), em um movimento descolado dos principais índices dos EUA, que caíram devido a temores relacionados à inflação, juros e recessão econômica. Por aqui, ajudou a puxar o índice o fato de os moradores de Xangai, cidade chinesa de mais de 25 milhões de habitantes que estabeleceu restrito lockdown, terem sido liberados a sair para comprar mantimentos pela primeira vez em quase dois meses. Com isso, o Ibovespa fechou em alta de +0,71% aos 107.005 pontos. O dólar voltou a cair e se aproxima do piso dos R$ 4,90, acompanhando a forte correção da moeda exterior. A moeda americana fechou em queda de -1,32%, a R$ 4,92. No mercado de renda fixa, os juros futuros tiveram dia com tendência de queda. Os motivos para esse movimento foram, principalmente, a queda no câmbio, a redução nas taxas dos títulos soberanos dos EUA (Treasuries) e a redução nas expectativas de inflação no curto prazo.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afirmou que deve pautar na próxima semana uma projeto de lei para reduzir impostos (ICMS) no petróleo, transportes e energia elétrica e sua declaração acentuou o movimento de queda nas taxas de juros de curto prazo devido possível impacto direto da medida na inflação. DI jan/23 fechou em 13,285%; DI jan/24 em 12,905%; DI jan/25 em 12,235%; DI jan/27 encerrou em 11,975%; e DI jan/29 em 12,03%.

Revisão da expectativa de crescimento do PIB

O time econômico da XP revisou a expectativa de crescimento do PIB em 2022, de 0,8% para 1,6% . A atividade doméstica cresceu fortemente nos últimos meses, em linha com o aumento adicional da mobilidade, a expansão da renda disponível às famílias e o salto nos preços internacionais das commodities. O PIB deve ter crescido 1,4% no 1º trimestre de 2022 em comparação ao 4º trimestre de 2021, muito acima das projeções iniciais. A estimativa para a alta do PIB em 2023 permaneceu em 0,5%. 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)

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