Em meio ao aumento de casos de covid-19, médicos de atenção primaria de São Paulo decidem por paralisação

Os médicos da chamada Atenção da Primária à Saúde (APS) do município de São Paulo se reuniram em assembleia nessa quinta-feira, 13 de janeiro, e definiram pela a paralisação da categoria.

O Sindicato dos Médicos de São Paulo – Simesp salienta os “mais de dois anos com uma intensa sobrecarga e sofrendo com adoecimento físico e psíquico” em sido o ponto principal da decisão tomada.

As lideranças médicas afirmam que nas últimas semanas, os médicos estiveram mobilizados, participando de assembleias, tentando dialogar com o poder público e com as Organizações Sociais de Saúde (OSS) gestoras, visitando unidades de saúde. Ele destacam que as unidades médicas estão desfalcadas de profissionais de saúde e isso está gerando uma sobrecarga de trabalho e “retirada de direitos e exploração”.

Na reunião  de ontem à noite os médicos definiram as principais reivindicações:

a contratação imediata de mais equipes para o atendimento de síndromes gripais;

a garantia de condições mínimas de trabalho;

a desobrigação do comparecimento em fins de semana e feriados; e

a retomada dos espaços de discussão entre o Sindicato e a Prefeitura

A  paralisação da categoria vai se iniciar nq próxima quarta-feira, 19 de janeiro de 2022 e o vigor do estado de mobilização permanente. Eles solicitam à Prefeitura de São Paulo e à Secretaria Municipal de Saúde uma reunião com o Simesp, uma resposta para reestruturação das equipes desfalcadas e um plano de reposição dos profissionais afastados, com prazo até 17 de janeiro. Deste modo, poderão reavaliar a manutenção da paralisação no dia 19.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genesio Araújo Jr.)

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