PETROBRAS: Jean Prates, especialista em petróleo e gas e líder da Minoria, disse que Petrobras foi concebida para ser estatal

O senador Jean Prate(PT-RN) líder da Minoria no Senado e um doa maiores especialistas em petróleo e gás no Senado e no Congresso Nacional disse que a Petrobras foi concebida para ser uma estatal e que o setor privado entrou para fazer complementarieade.

Ele fez críticas ao Mercado que divulga o que deseja e esconde pontos que não lhe interessam. Ele se manifestou mais cedo nas redes sociais sobre a estatal que vive hoje um momento de perdas no setor acionário face o prenúncio de intervencionismo do Presidente Jair Bolsonaro.

“A Petrobras nasceu e foi construída para ser ESTATAL. O setor de petróleo foi aberto ao investimento privado em 1995! A Lei que estabelece concessões e autorizações a privados, órgão regulador e captação de recursos pela estatal junto ao “mercado” é de 1997, e eu mesmo ajudei a redigir. “, disse.

Ele destacou que a empresa é uma amortecedora da volatilidade dos preços internacionais.

“Se por um lado, pode se argumentar que ela poderia ser 100% estatizada, por outro, se fosse pra abrir mão do seu papel de operadora hegemônica, com missão de abastecimento nacional (inclusive onde NINGUÉM quer ir) e amortecedora da volatilidade dos preços internacionais (que dependem de fatores que o Brasil não controla), era só privatizar de uma vez!”, disse.

Ele afirmou que o Mercado sempre soube que a empresa não estava privatizando nada.

“O Estado Brasileiro decidiu que a sua estatal de petróleo se tornaria de “economia mista” para que acionistas privados pudessem participar COMPLEMENTARMENTE de sua atuação no mercado. Mas sempre foi dito a todos que o Estado não estava privatizando nada e que a empresa continuaria com seu papel estratégico garantido, não foi? “, destacou

Ele disse que sempre exisitiram acionistas minoritários na Petrobras e eles sempre souberam e “sempre toparam compreender os ajustes e compensações típicos de uma estatal em prol do seu país, em troca da segurança do investimento numa “blue chip” brasileira”, destacou.

““E sempre existiram acionistas privados na Petrobras desde antes de Parente/Temer decretarem a paridade internacional de preços no país que produz e exporta petróleo, não? Eles buscam a segurança de serem sócios de um governo nacional em um grande conglomerado petrolífero com ativos de refino e abastecimento amortizados, grandes reservas a desenvolver, capacidade técnica e tecnologica premiada internacionalmente, e atuação hegemônica num mercado enorme como o brasileiro! E sempre toparam compreender os ajustes e compensações típicos de uma estatal em prol do seu país, em troca da segurança do investimento numa “blue chip” brasileira – ESTATAL! Ou a Petrobras não era “blue chip” bem antes dessa moda anti-intervenção governamental e pró-PPI? “, disse.

Ele pergunta de que valer essa Petrobras se ela não pode atender o país em horas críticas?

“Então me expliquem só uma coisa: de que vale essa Petrobras aí, estatal de economia mista, se não pode atuar em favor da economia e do consumidor brasileiro nas horas críticas, em que os preços do petróleo e dos combustíveis decolam lá fora e aqui temos produção e refino próprios? “, disse.

Eles faz críticas ao Mercado na questão das refinarias, afirmando que eles estão querendo “se proveitar”.

“Outra: se o “mercado” está tão interessado assim em investir em refino no Brasil, pq não construiu novas refinarias ao invés de querer comprar as que já funcional plenamente e estão amortizadas pela Petrobras? E o governo atual, porque não exigiu investimento na expansão da malha qdo vendeu TODOS os gasodutos da Petrobras sob pretexto de que ela os ocupava plenamente (sic!)? Aos compradores foi exigido ZERO investimento em novas instalações! Compraram os dutos para continuar alugando para a Petrobras! COISAS ASSIM é que deveria derrubar a ação da empresa… mas a maior parte da mídia procura “analistas de mercado” gestores de fundos de ações para comentar essas coisas, ao inves de procurar especialistas em petróleo e gás, petroleiros e analistas geopolíticos. “, afirmou.

Ele continuou fazendo críticas ao chamado mercado.

“Por isso, o “mercado” se faz de cego quanto às contradições do seu próprio discurso e contamina a opinião pública com uma torrente de non sense!

Quer ver outra? Se o mercado brasileiro JÁ PRATICA preços internacionais internamente (o que está dando essa confusão aí), como é que o mercado defende a venda das refinarias para “baixar o preço dos combustíveis”? Vão vender abaixo do preço internacional? Se for para fazer isso, então pq dar essa volta toda , impedindo que a Petrobras o faça agora, momento em que se justifica plenamente?”, finalizou.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)

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