Em mensagem aos cristãos brasileiros, papa Francisco reforça tema da campanha da fraternidade deste ano: “num mundo dividido, cristo é a nossa paz!”

Em mensagem aos cristãos brasileiros, o papa Francisco reforçou nesta quarta-feira, 17, o tema da campanha da fraternidade deste ano proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), onde “num mundo dividido, cristo é a nossa paz!”.

O tema deste ano da religião mais professada no país, o cristianismo, e defendido pela maior agremiação religiosa, a Igreja Católica Apostólica Romana, tem como objetivo valorizar a fraternidade, o diálogo e o compromisso com o amor ao próximo.

Em mensagem aos brasileiros, Jorge Bergóglio, conhecido popularmente como Francisco, por ocasião do início da quaresma, período em que os cristãos se preparam para a “semana santa” onde de se rememora a morte e a ressurreição de Jesus, ressaltou a importância da campanha da fraternidade adotada pela CNBB.

“Com o início da Quaresma, somos convidados a um tempo de intensa reflexão e revisão de nossas vidas. O Senhor Jesus, que nos convida a caminhar com Ele pelo deserto rumo à vitória pascal sobre o pecado e a morte, faz-se peregrino conosco também nestes tempos de pandemia. Ele nos convoca e convida a orar pelos que morreram, a bendizer pelo serviço abnegado de tantos profissionais da saúde e a estimular a solidariedade entre as pessoas de boa vontade”, diz Francisco no início da mensagem destinada aos brasileiros.

“[O momento] convoca-nos a cuidarmos de nós mesmos, de nossa saúde, e a nos preocuparmos uns pelos outros, como nos ensina na parábola do bom samaritano. Precisamos vencer a pandemia e nós o faremos à medida em que formos capazes de superar as divisões e nos unirmos em torno da vida. Como indiquei na recente Encíclica Fratelli tutti, ‘passada a crise sanitária, a pior reação seria cair ainda mais num consumismo febril e em novas formas de autoproteção egoísta’. Para que isso não ocorra, a quaresma nos é de grande auxílio, pois nos chama à conversão através da oração, do jejum e da esmola”, continua o líder religioso.

“Por outro lado, ao promover o diálogo como compromisso de amor, a campanha da fraternidade lembra que são os cristãos os primeiros a ter que dar exemplo, começando pela prática do diálogo ecumênico. Certos de que ‘devemos sempre lembrar-nos de que somos peregrinos, e peregrinamos juntos’, no diálogo ecumênico podemos verdadeiramente ‘abrir o coração ao companheiro de estrada sem medos nem desconfianças, e olhar primariamente para o que procuramos: a paz no rosto do único Deus’. É, pois, motivo de esperança, o fato de que este ano, pela quinta vez, a campanha da fraternidade seja realizada com as igrejas que fazem parte do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC)”, complementou.

 

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)

 

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