Ministro vê “arrogância” do Santander

O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse nesta segunda-feira (28) que o banco Santander agiu com “arrogância” ao enviar a clientes de alta renda do banco uma análise segundo a qual a eventual reeleição da presidente Dilma Rousseff provocaria uma deterioração da economia. Para Carvalho, ao Santander, “interessa mais o lucro próprio do que o bem do país”. Antes, Dilma havia afirmado a jornalistas durante sabatina em Brasília, que o episódio é “inadmissível” e que tomará uma “atitude bastante clara” em relação ao banco.

Em nota divulgada na sexta-feira (25), o Santander pediu desculpas e disse que o caso “feriu a diretriz interna que estabelece que toda e qualquer análise econômica enviada aos clientes restrinja-se à discussão de variáveis que possam afetar a vida financeira dos correntistas, sem qualquer viés político ou partidário”. Neste domingo (27), o presidente mundial do Santander, Emilio Botín, afirmou que os responsáveis pela elaboração e pela aprovação do texto serão demitidos após investigação interna.

“Quando você diz que, quando uma presidente sobe na pesquisa isso é ruim para a economia, isso é de uma arrogância, de um egoísmo assustador”, disse Gilberto Carvalho, após um evento em Luziânia (GO), com educadores populares que trabalham no programa Bolsa Família.

Segundo o ministro, [eles] “estão aqui, por essa declaração, tentando se aproveitar do nosso país e não ajudando a construi-lo”.

Para Gilberto Carvalho, o episódio do Santander é “a confissão de que, para esses setores, interessa mais o lucro próprio do que o bem do país”.

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