TSE divulga destaca irregularidade financeira nas Eleições 2020

Um levantamento divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que cerca R$ 25 milhões de reais foram pagos a fornecedores ou dados a candidatos às eleições municipais deste ano com algum indícios de irregularidade.

O levantamento divulgado nesta terça-feira (27) faz parte de uma parceria entre o TSE e Núcleo de Inteligência da Justiça Eleitoral, que envolvem outros seis órgãos federais – Receita Federal, Coaf, Ministério Público Eleitoral, Defensoria Pública Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério da Cidadania.

De acordo com o TSE, são quase sete mil indicativos de problemas tanto no pagamento a prestadores de serviços quanto no recebimento de doações.

O levantamento divulgado hoje foi finalizado no domingo (25), logo após a entrega das prestações de contas parciais. O TSE destaca que isso demonstra a atuação da Justiça Eleitoral na fiscalização do financiamento durante o curso da campanha.

Dados do levantamento

O levantamento aponta que indício que possui maior quantidade de itens aparentemente irregulares são os de doadores potencialmente desempregados. São 3.793 casos de doação, totalizando R$ 15,9 milhões de reais. Na sequência estão os doadores cuja renda é incompatível com o valor doado – são 782 casos que totalizam R$ 6,4 milhões.

Já os 775 fornecedores sem registro ativo na Junta Comercial ou mesmo na Receita Federal receberam R$ 1,3 milhão de reais por serviços prestados a candidatos às eleições deste ano. Há, ainda, 217 empresas que receberam um total de R$ 471,3 mil reais e têm relação de parentesco com algum candidato.

O relatório do TSE traz ainda informações de cinco pessoas que doaram juntas R$ 6,8 mil reais e que constam do Sistema de Controle de Óbitos (Sisobi), responsável por coletar informações de óbitos dos cartórios de registro civil de pessoas naturais no país.

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