Enquanto Maia se reúne com governadores e parlamentares, Alcolumbre diz que hoje é dia de “Yom Kipur”

“Ficamos reclusos em jejum e oração, sem contato externo ou qualquer tipo de comunicação”, falou em suas redes sociais

(Brasília-DF, 08/10/2019) Enquanto o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem agenda cheia e se reúne com vários governadores e parlamentares em busca de um acordo em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 98/19 que garantirá 30% da arrecadação do leilão das novas reservas do Pré-Sal a estados e municípios, o presidente do Senado – Davi Alcolumbre (DEM-AP) – disse, através de suas redes sociais, que hoje é dia de “Yom Kipur”, data sagrada para os judeus e do silêncio profundo.

“Hoje é o dia do Yom Kipur, a data mais sagrada do calendário judaico. Nós, judeus, ficamos reclusos em jejum e oração, sem contato externo ou qualquer tipo de comunicação. É o dia do perdão, quando reafirmamos nosso compromisso com a fé em Deus. Um momento de introspecção e análise, de júbilo e de lágrimas, que se inicia ao pôr do sol, se estende pela madrugada, e só termina ao aparecer da primeira estrela no céu do dia seguinte”, se manifestou.

Desde a última quinta-feira, 3, Alcolumbre tem se reunido com vários integrantes do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para conseguir o aval da área econômica para a edição de uma Medida Provisória (MP) que garantirá que os repasses dos recursos das novas áreas petrolíferas do Pré-Sal, conhecidas como cessão onerosa, e que serão leiloadas no próximo dia 6 de novembro, sejam repassados a estados e municípios seguindo o critério do Fundo de Participação dos estados (FPE) e dos municípios (FPM).

Sobre estes encontros, Alcolumbre até o momento nada falou. Mas, por sua vez, o presidente da Câmara disse na última quinta que a publicação de uma MP neste sentido seria inconstitucional. Maia defende a discussão de que os recursos da cessão onerosa a serem repassados a estados e municípios sejam estabelecidos por legislação orçamentária. O líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira (AL), defende que os repasses sejam feitos pelo critério das emendas de bancada, onde os parlamentares podem garantir onde os valores serão aplicados.

(por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)

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