FORUM DOS GOVERNADORES: Hamilton Mourão, vice presidente eleito, garante que governo Bolsonaro estará aberto para negociar com governadores

(Brasília-DF, 12/12/2018) O vice-presidente eleito, Hamilton Mourão (PRTB), garantiu nesta quarta-feira, 12, que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) estará aberto para negociar tudo que for possível com os governadores eleitos. A declaração é um trecho do pronunciamento que fez ao participar do II Fórum dos Governadores realizado em Brasília na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Na oportunidade, Mourão reafirmou que as pautas federativas que tanto governadores e prefeitos lutam para verem aprovadas serão consideradas prioritárias pelo novo governo. Entretanto, o vice-presidente ressaltou que o governo federal realizará já a partir de 2019 um profundo ajuste fiscal para equilibras as contas da União.

“[Vivemos] um momento onde as demandas sociais são intensas, um momento em que todos vivem uma crise fiscal e dificuldades inerentes a ela. E nós teremos que buscar soluções em conjunto para que a gente tenha um melhor rumo e consiga alcançar o objetivo de todos nós aqui que é buscar o bem-estar da população do país como um todo”, comentou.

“[Esse] é um momento importante nas nossas vidas, um momento de mudança da fórmula de conduzir o destino da nossa nação. Faz parte da alternância democrática e eu acho que todos entendem isso com perfeição. Eu não tenho a mínima dúvida que o governo central não pode ser mais forte que cada um dos seus entes federativos. Nós somos a soma de 26 estados e o Distrito Federal”, continuou.

“E as ideias [do nosso novo governo] são muito claras as questões que temos discutidos. O presidente Bolsonaro, eu e o nosso ministro da Economia [Paulo Guedes] somos da mais firme opinião que nós temos que diminuir de forma radical o peso que o governo central tem para os demais entes da federação. Temos que liberar os recursos o mais cedo possível, redistribuir estes recursos de modo que os nossos estados e o Distrito Federal tenham a sua vida própria e se consigam organizar da melhor forma possível”, acrescentou.

“Nós também sabemos que temos que passar por um ajuste fiscal severo no âmbito do governo central e a partir daí traçarmos as políticas que beneficiarão a todos de uma maneira bem contundente. A questão tributária é de extrema importância. Temos que reorganizar e reduzir isso no nosso país de modo que todos tenham os recursos disponíveis necessários”, complementou.

“[Assim] quero deixar claro que o papel que nós temos do governo central neste momento inicial é de auxiliar a busca destas soluções. Não queremos ser um entrave para isso e estamos mais que abertos para toda e qualquer negociação que tiver que ser feita. É isso que eu gostaria de deixar bastante claro. Nós estamos aqui para ouvir e para buscar a solução em comum”, completou.

(por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)

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