Raquel Dodge pede inquérito contra coronel que ameaçou Rosa Weber, presidente do TSE; coronel também foi contra a honra de outros ministros do STF

Brasília-DF, 24/10/2018) Desde que se iniciou essa eleição presidencial, o candidato Jair Bolsonaro(PSL), teve como maior adversário não a capacidade de sedução de seus advsersários mas a capacidade de seu apoiadores de cometerem equívocos impressionantes.  Nesta terça-feira, 23, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou pedido ao ministro Raul Jungmann, da Segurança Pública, para a instauração de inquérito policial com a finalidade de apurar a conduta do suposto coronel do Exército Carlos Alves. No YouTube, em vídeo, ele fez ameaças e ofensas à ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso sejam aceitas as ações contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, por caixa 2 e abuso de poder econômico.

No vídeo o coronel fez acusações a honra  não só da ministra Rosa Weber mas a  outros ministros da Suprema Corte e do Tribunal Superior Eleitoral.

ARGUMENTAÇÃO

A PG, no pedido, cita que a Segunda Turma do STF aprovou, por unanimidade, representação para adoção das providências cabíveis, na esfera criminal. Para Raquel Dodge, a manifestação feita no vídeo, que tem a duração de 28m59s, “contém graves ofensas à honra da ministra Rosa Weber, imputando-lhe tanto fatos definidos, em tese, quanto conduta criminosa, além de difamar-lhe a reputação, mediante imputação de fatos extremamente ofensivos”.

Além de graves acusações aos integrantes do TSE e do STF, há manifestações que podem ser consideradas crime contra a honra do ministro Ricardo Lewandowski, “mediante falsa imputação de conduta criminosa e de fato ofensivo à sua reputação”. Eventuais ofensas a outros integrantes da Corte também deverão ser objeto de análise a partir da transcrição integral do vídeo.

Raquel Dodge requer a imediata instauração de inquérito policial para apuração, inicialmente, dos crimes de calúnia, difamação, injúria e ameça, além de outros. A PGR solicitou, ainda, a identificação, qualificação e oitiva do autor do vídeo.

( da redação com informações da PGR. Edição: Genésio Araújo Jr)

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