CNBB, historicamente simpática ao PT, diz que não tem candidato após visita da Haddad

(Brasília-DF, 11/12/2018) O candidato do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, esteve em Brasilia nesta quinta-feira, 11, especialmente para um encontro reservado com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB). A Política Real apurou que houve um anticlímax neste encontro pois os petistas esperavam uma declaração que sugerisse uma maior simpatia às pautas que o candidato petista defende em detrimento do candidato Jair Bolsonaro.

Dom Leonardo Steiner, secretário geral, que assina a nota da CNBB, disse que a Igreja não tem candidato e salientou os temas que preocupam a instituição.  Destaque-se na nota que a CNBB disse que o candidato não veio pedir apoio.

“O candidato não veio pedir apoio e a CNBB não tem partido e nem candidato.  O candidato expôs suas propostas de governo e sua preocupação com o Brasil. Da minha parte, abordei com o candidato assuntos que preocupam os bispos do Brasil: a não legalização do aborto, a proteção do meio ambiente, atenção especial à questão indígena e quilombola, a defesa da democracia e o combate rigoroso à corrupção. “, diz parte da nota.

RELAÇÃO HISTÓRICA

A CNBB tem uma relação histórica de 35 anos com os movimentos sociais que são mais próximos do Partido dos Trabalhadores, especialmente as pastorais sociais.  Houve um momento de claro desentendimento da CNBB com o PT, isso foi em 2010, na primeira campanha de Dilma Rousseff, quando a instituição criticou posições do PT favoráveis ao aborto.

Veja a íntegra da nota:

NOTA PÚBLICA

Sobre a visita do candidato Fernando Haddad

Recebi, na manhã desta quinta-feira, 11 de outubro, o candidato à presidência da República, Fernando Haddad. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é uma instituição aberta ao diálogo com pessoas e grupos da sociedade brasileira. É comum, em período eleitoral, que candidatos de diversos partidos e grupos políticos solicitem agenda e sejam recebidos, sem a presença da imprensa.

O candidato não veio pedir apoio e a CNBB não tem partido e nem candidato.  O candidato expôs suas propostas de governo e sua preocupação com o Brasil. Da minha parte, abordei com o candidato assuntos que preocupam os bispos do Brasil: a não legalização do aborto, a proteção do meio ambiente, atenção especial à questão indígena e quilombola, a defesa da democracia e o combate rigoroso à corrupção. Também lembrei ao candidato o trabalho realizado pela CNBB durante a Campanha da Fraternidade deste ano que tratou, de forma profunda, da mobilização pela superação da violência.

Brasília-DF, 11 de outubro de 2018

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

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