Partidos de esquerda fazem a festa no Nordeste, mas candidato de Lula está bem abaixo do que se esperava

(Brasília-DF, 06/10/2018) Acabou a campanha no rádio e na televisão. Começamos a viver um período em que as redes sociais, as abertas como Twitter e Facebook, especialmente, aqui no Brasil, e as fechadas, as “bolhas”, especialmente no whatsapp – terão grande movimentação. A Justiça Eleitoral e a Imprensa vão ter um desafio de medir a influência dessa movimentação no resultado do dia 7 de outubro, porém outro desafio  parece mais complexo.

Como se avalia a eleição nordestina, até o momento, em que ficou claro que cresceu o eleitorado conservador ao mesmo tempo que o tradicional eleitorado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não reconheceu no “ungido”, Fernando Haddad, o seu efetivo sucessor?

GOVERNOS E PARLAMENTO

Os estados do Nordeste são os que tendem a reeleger mais governadores. Notadamente, os governadores de esquerda que são do PT e do PC do B.  Dificilmente, os governadores Rui Costa(PT), da Bahia, Camilo Santana(PT), no Ceará, Wellington Dias(PT), do Piauí, e Flávio Dino(PC do B), no Maranhão, deixarão de ser reeleitos no dia 7.  O governador de Pernambuco, Paulo Câmara(PSB), aliado do PT, tende a uma eleição em primeiro turno.

Além desse casos, existem algumas outras boas possibilidades para a esquerda no Nordeste.  A senadora Fátima Bezerra(PT), pode até vencer no Rio Grande do Norte, ela é uma prioridade do PT no Nordeste.  O deputado federal Valadares Filho(PSB), que não vota no PT que está aliado com o MDB e PSD de Belivaldo Chagas – chega bem ao segundo turno.

Enfim, os partidos de esquerda dominam 8 dos 9 estados do Nordeste.

Luiz Inácio Lula da Silva quando foi eleito e reeleito ganhou em praticamente todos os estados da região.  Ele sempre teve alguma dificuldades nos estados do Nordeste Meridional. A defesa da Transposição do São Francisco sempre assustou os moradores da região “doadora” de águas para o Nordeste Setentrional. Entraram para a história do primeiro mandato do Governo Lula os embates entre o então ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, e o então governador João Alves Filho, do Sergipe.

Os estados do Nordeste Meridional e se juntaram nas eleições e reeleições da Presidente Dilma Rousseff. Votações que passaram dos 50% dos votos favoráveis a petista.

O Nordeste Setentrional, no primeito turno de 2014, ofertou votações maciças para Dilma Rousseff com números impressionantes. No Maranhão, Piauí e Ceará, Dilma Rousseff teve uma média de 76% dos votos válidos. Em Pernambuco e Bahia, Dilma teve 70%,  no RN chegou a 69%,    No Sergipe e em Alagoas passou dos 66%.

A tendência é que as bancadas dos partidos de esquerda se mantenham ou até avance, como no caso da Bahia e Maranhão. Senadores ligados às esquerdas estão bem nas pesquias e podem desalojar políticos tradicionais no Rio Grande do Norte, Maranhão e Paraíba.

DIFICULDADES DO LULISMO

Apesar dos partidos de esquerda estarem fazendo a festa no Nordeste, o mesmo não se vê com o candidato de Lula, Fernando Haddad, está chegando só a 60% do eleitorado normalmente é simpático ao ex-presidente Lula.

Se as pesquisas estiverem certas, a maior votação de Haddad no Nordeste deverá ser uma média de 42% dos votos válidos.

Haddad lidera todas as pesquisas para presidente no Nordeste, mas viu os candidatos de centro e conservador, como Bolsonaro, chegarem a 38% de intenções de votos válidos, sem contar que não vem tendo mais 18% dos votos válidos do eleitor de Ciro Gomes, segundo a Datafolha.  Comparado com 2014, Haddad estaria “subnutrido” dos votos lulistas.

Num possível segundo turno, Haddad poderia agregar boa parte do eleitorado de Ciro Gomes e até do eleitor de Marina Silva.  Com isso Haddad, se agregasse todos esses números poderia chegar a uma média de 65% dos votos válidos no Nordeste.

O Lulismo no Nordeste, poderá retornar a seus status do passado, mas nada garante que isso se dará.  No momento, se a média das pesquisas estiverem certas, o Lulismo perdeu força e os conservadores ganharam espaço.

( da redação com edição de Genésio Araújo Jr)

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