Os novos Eduardo Campos…

(Brasília-DF)  Quando o falecido ex-deputado federal, ex-ministro, ex-governador Eduardo Campos lançou sua candidatura à Presidência da República o mundo inteiro se voltou a entender aquela iniciativa.

Os agentes econômicos internacionais, bem informados por consultorias muito bem pagas, tinham informação que aquele jovem político nascido em Pernambuco com seus olhos azuis e coração vermelho poderia dar modernidade a essa mania nacional, até aquela época, de amar iniciativas sociais democratas. Até então, não existia tamanha conflagração entre as extremidades de nossas vertentes políticas, tão comuns depois de 2015.  Campos atraia centristas que viam esgotada a disputa entre petistas e tucanos.

Passados esses quase quatro anos, com o afastamento de Dilma Rousseff, a impossibilidade legal da candidatura do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o grande agastamento que o PSDB viveu e vive desde quando o senador Aécio Neves foi duramente atingido pela Lava Jato, existem razões de sobra para crer que o Brasil, apesar da onda de medo e raiva, aceitar de bom grado alguém de olhos azuis e coração vermelho. Não existe um Eduardo Campos na estrada, mas existem arremedos.

Esses nomes podem ser especulados mas o ex-deputado federal, ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes e o senador Álvaro Dias surgem como os mais aptos a tal posto.  Pouco se fala do senador hoje no Podemos pelo Paraná, mas ele vem da terra que é a cara da Lava Jato, veio do PSDB, um campeão de votos no Sul e foi dos primeiros a combater o petismo sem avançar contra algumas teses sociais democratas.  O maior problema do senador paranaense é não ter alargado, até agora, para além do sul do Brasil, que é a região brasileira de melhor IDH, empreendedorismo rural exitoso, cooperativismo surpreendente.

Ciro Gomes, segundo disse o Presidente da Câmara dos Deputados, e pré-candidato à Presidência da República, deputado Rodrigo Maia –  é forte nome a estar no segundo turno das eleições presidenciais.  Ele tem tudo para receber os votos do petismo. O Partido do ex-presidente Lula quer alguém pedindo voto para o 13 para eleger deputados federais. É muito improvável que Ciro tenha vida fácil para virar um Eduardo Campos de 2018, pois o petismo não vai abrir mão. Ciro Gomes passou por um sem número de partidos e poderá ter apoios em série no Nordeste.  Como já disse, ninguém chega ao Planalto sem votação maciça no Nordeste, mas isso não é suficiente.

O assunto deste final de semana foi a notícia de que o Presidente Michel Temer vai levar à frente sua candidatura de reeleição ao Planalto. Isso deverá colocar em suspenso as movimentações de emedebistas nos estados.  Muita gente na cúpula do MDB quer se manter como vem se vendo nas últimas eleições presidenciais, ficar livre para compor com quem for mais adequado a seus objetivos de se manter forte no Congresso Nacional.

Fala-se da onda centrista que virá por aí. Avalia-se que os extremistas vão ver suas bolas murchando com os avanços dessa gente que quer ser peixe e carne ao mesmo tempo.

Ciro Gomes e Álvaro Dias ainda não esboçaram seu programas, assim como a maioria dos que estão aí.  O PSB de Campos parece não saber para onde vai, mas a determinação que foi atingida em pleno voo naquela manhã de 13 de agosto de 2014 continua viva.

Por Genésio Araújo Jr.

e-mail: politicareal@terra.com.br

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