Nova fase da Lava Jato prende publicitário

Um diretor de uma agência publicitária de Curitiba foi preso na manhã desta sexta-feira (10) em Brasília como parte da 11ª fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Ricardo Hoffmann é um dos sete presos na atual etapa da operação, deflagrada logo no início da manhã. Ele foi levado para Curitiba, onde a PF concentra as ações da Lava Jato.

Aém do publicitário, outras seis pessoas foram presas, em outros estados do país. Entre elas, os ex-deputados André Vargas (sem partido-PR) e Luiz Argôlo (SDD-BA). Esta fase da operação, segundo a PF, apura indícios de irregularidades em contratos publicitários da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Ministério da Saúde.

Além da prisão de Hoffmann, a PF também executou em Brasília três mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento e depois é liberada.

No meio da manhã, chegaram à superintendência da PF na capital federal dois carros com faturas e contratos fechados entre uma agência de publicidade e a Caixa Econômica e entre a agência e o Ministério da Saúde.

Investigações
De acordo com a Polícia Federal, que deu entrevista em Curitiba para explicar a atual fase da operação, a agência de Hoffmann era contratada para execução de contratos de publicidade. A empresa fazia subcontratações de fornecedoras de materiais publicitários. Essas empresas, porém, que não existiam fisicamente e tinham como sócios André e Leon Vargas, irmão do ex-deputado.

“Recebem um percentual equivalente a 10% do contrato firmado com a empresa principal, então, nos leva a crêr que, provavelmente, seja um percentual a ser desviado para agentes públicos”, explicou o delegado federal Igor Romário de Paula. O esquema, de acordo com a investigação, tinha mais de uma camada de empresas.

Como não havia prestação de serviço, estas contratações eram realizadas apenas, conforme os delegados, para a lavagem de dinheiro. “Ainda é cedo, não dá para estimar. Precisamos dos resultados das buscas de hoje”, disse o delegado federal Márcio Ancelmo. As irregularidades teriam ocorrido entre 2010/2011 e 2014.

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